Saiba por que alguns líderes se esquecem de investir na própria carreira

Atolados com a rotina de uma organização, certos gestores acabam se esquecendo de cuidar da própria carreira profissional

Se manter atualizado dentro de uma organização nem sempre é uma tarefa fácil, e os gestores que o digam. Diferente dos demais profissionais, os líderes costumam ter uma agenda cheia de compromissos e, não raro, justamente por seu envolvimento nas atividades corporativas, tempo é o que menos sobra para pensar em aperfeiçoar a própria carreira – o que causa um enorme transtorno na vida de tais profissionais.

Mas será que em toda casa de ferreiro, o espeto costuma ser de pau? Ao que parece, ao menos neste caso, sim.

De acordo com o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Sérgio Souza, por estarem na empresa em que atuam em tempo integral, os gestores também precisam cobrar os colaboradores dos treinamentos realizados, o que dificulta o próprio desenvolvimento do líder.

“Não sobra tempo para o gestor fazer o próprio planejamento e ninguém fará isso por ele, afinal, o líder sempre cobra a própria equipe, mas ninguém dirá ao mesmo o que fazer”, diz.

Topo solitário

Segundo Souza, a subida ao topo da pirâmide costuma causar o isolamento de um profissional, principalmente porque uma vez lá no alto, ninguém mais falará ao mesmo o que precisa ser feito.

“O gestor deve ser pró-ativo e ter consciência de que toda melhoria em sua carreira depende unicamente dele e isto independe da vontade da empresa”, esclarece.

Em outras palavras, se um profissional ficar anos a fio lidando com a parte rotineira da organização em que trabalha, atendendo aos pré-requisitos necessários para o cargo, administrando a própria equipe, e em nenhum momento tiver a pró-atividade de pensar no aprimoramento de sua carreira, o mesmo poderá ser cobrado de tal escolha em um futuro não muito distante.

“Em um processo de fusão, um líder despreparado, sem um segundo idioma, pode ser descartado”, exemplifica Souza.

Exemplo vem de cima

Entre as causas mais citadas por especialistas para justificar tal problema, a falta de planejamento e a má administração do tempo costumam ser as mais apontadas. Contudo, na opinião do fundador da Triad PS e também administrador do tempo e produtividade, Christian Barbosa, tudo seria diferente se houvesse mais interesse e os presidentes e diretores das companhias se envolvessem mais nos projetos.

“Todos, desde os profissionais de cargos de base até os presidentes de uma empresa, precisam aprender com os cursos de aperfeiçoamento oferecidos no mercado e o exemplo tem que vir de cima. O problema que temos observado é que nem sempre o que realmente impede um gestor de fazer um curso é a falta de tempo, mas sim o interesse do profissional”, explica Barbosa.

Para ele, um líder precisa servir de exemplo para sua equipe e frequentar um curso nem que seja para dar o exemplo ou mesmo rever seus conceitos sobre determinado assunto.

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Publicado em 31/01/2012, em Sem categoria. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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